quarta-feira, 21 de abril de 2010

CONTEMPLAÇÃO


Feriado... tédio! Estava a estudar meus teóricos da Análise do Discurso e me perguntava se era de verdade viável aceitar tudo aquilo. O sujeito, agora, assujeitado, levanta, vai à geladeira. Comi um belo pedaço de chocolate, cujo nome nem sei escrever e também não me passarei a ir reconhecê-lo. Mas enfim, delicioso. Entrei na internet, havia alguns recados, alguns seguidores, nada #importante. Voltei aos livros... competência discursiva, condições de produção escrita... blá, blá, blá! Dor de cabeça... sofá... sono... livro no chão. Acordei com o barulho do carro, minha mãe chegara da praia. Tomei uma cerveja – mas lendo Bakhtin – com gosto de enxaqueca. Feriado. Voltei ao computador, MSN lotado de tediosos, conversas bobas, respostas mentirosas e planos para o final de semana. Ah, sexta-feira, me aguarde! Oh, memória de tantos finais de semana. Oh, lembranças carameladas. Fui tomar uma Coca. Aff... quente como meu cérebro de tanto ler e ler e ler e fichar. Estou em um nível de decodificação, não apreendo mais nada, não leio. As linhas se passam como arrastar para o final que tanto espero. Cefaleia. Mensagens que chegam para curtir o feriado. Recife chuvoso. Eu sem grana. Livros para comer, almoçar, jantar... lanchar. Provas para corrigir. Cadernetas da escola para preencher. Teóricos, orientador cobrando no e-mail, no telefone. Prazo. Dia 06 de junho. Cabeça latejando... Ai, como essa data não me sai da cabeça. Coca-cola... vai quente mesmo! Monografia. Daí olho para o sorriso de minha mãe, suas poses ao tirar fotos, seu olhar. Volto aos livros, agora sem nenhuma importância... Vou ao quarto ao lado do meu. Estou ao lado dela, minha mãe... olhando-a dormir. Deixei os livros. Contemplação divina. Que vontade de te abraçar. Acorda mainha. Te amo!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

FOLHA EM BRANCO


FOLHA EM BRANCO


Fui ao limite horizonte
Rabisquei belos sorrisos, paixões
Alegrias, prazer, frustrações
Possuí pelos cabelos
Amei as mentiras de uma verdade
Flor de pele, minutos de entrega

Ditado de palavras iguais
Frágeis, frias, fúteis
Cópias cansativas de cada um
Palavras de lápis incolor
Autógrafos sem nome
Leituras com borracha
Para esquecer

Linhas pálidas, ocas
Tinta que não gruda
Passo a limpo
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