
Desapontar teu corpo com minha doce amarga entrega
O avesso do líquido que ascende, transcende, estende
Encarar sem concentrar com olhos a verdade
Ousadia de meninos com suor salgado de melancolia
Frieza que dança áspera nas curvas, sinuoso desenho
Sutileza de uma lágrima que insiste em cair, chuva
Um suspiro que de mórbido estanca e entala as palavras
Simples momento da cartilha da promessa vazia
Músculos e esculturas, lábios com sabor azedo de outro, realidade
Ácido molhando minha nuca ao chamar por ele, aquele verdade
O peso no corpo que não se acostuma com o meu, fardo
Delicadeza sutil de arranhar e marcar com olhares de reprovação
Tolo... elixir que não cura a camada que envolve a ferida
Carne crua que lateja a presença dele em projeção de mim
Faz de conta, romance-armadilha, senso incomum
Um triz de feitiço por palavras galantes, malícia que envolve
Cerveja e brindes de sedução, princípio de fascínio
Fogo em folha verde, sentimentos em órbita
Bolhas de engano embebidas em gentil disfarce
Mas te decifrei em êxtase... meus seios em tuas mãos
E a cama virou lugar infinito, lençol úmido infindo
Vomitei meu erro de me machucar, ferir-me com teu toque
Pela simples presença de um ator, perfume sem cheiro
Vazio... inverso de mim, prisioneiro do véu passado
Laços descalços, pés sem rumos
