
Inconstante
A arte do esconderijo dos sentidos
A doçura das figuras da linguagem crua
A tradução metafórica do simples ser
A euforia da aventura, o novo feliz
A expressão da sensibilidade infantil
Rebelde razão em alegria
João Bobo, volúvel
Irmão incondicional de um sempre sorriso
Amigo de madrugadas de neon, noites de vinho
O dorso estável de instabilidades
O garoto choroso que perdeu as chaves
O homem seguro que educa, realização
Seriedade com um jornal, delícia em gibis
Luz do sol, intenso romance
De quem falece a impaciência ao não sentir
Insatisfeita perfeição a fogo
Dono de migalhas que silenciam sonhos
O sentido por meus conceitos
A verdade por meus devaneios
Amante carne viva, anos luz
Incógnita
Menino que fura o dedo, pacto
A brincadeira solitária de, só, salvar o mundo
Guerreiro eterno, poderes imensuráveis
Bonança inocente que não consente um não
A raiva de bochechas, a beleza mentirosa do perdão
Orgulhoso, cara feia de peito aberto
Consciente, em transe
Incomodo como espinho que finca
A inveja mutável que me puxa
A topada de rosto no chão
Mas amoleço os ombros, estendo a mão
Beijo a face que me perturba
Cuspo o passado e me deixo embreagar
Desse conhaque de felicidade leviana
Ai, que vontade de viver!