
De que me importa teu apreço?
Uma crespa mecha de amizade
Cuspe bêbado de inverdades
Vazio repleto de nostalgia, só
Se vou contar até dez, mais dez
Recontar, reviver, relembrar
E preferir esquecer, real
E ao lado de quem-cachaça estiver
Mesmo que mais infinito que eu
Abraça meu ego, lembra assim, assim
Um samba, um riso longo, uma palavra
Um olhar marejado de alegria
Clímax cúmplice constante
Com os braços nos ombros, meus
Acende uma gargalhada sem motivo
Momento e brilho a bombas de ar
Consente os puros exageros, malandro
A fome de gozar, sentir - emoção
O homem que de flor desbota
Enfim, perde as pétalas em sopro leve
Da vida, que sozinha, sombria, se esvai
