segunda-feira, 15 de agosto de 2011

BEM VINDO



Há pouco, ouvi que nada passaria de um dezembro
Um evento ludibriado de planos dissolutos
De mais um Roberto, um Júnior, um Gustavo
Um julgamento medíocre de ser igual
O infame pesar dos que foram pele
O mesmo do todo que se repete

Paulatinamente
Do seu jeitinho, no seu tempo, mais e demais
O ritmo carinhoso do beijo que marca o medo
O abraço desacreditado em toques de fúria
Uma força de olhos úmidos, o tilintar de arrepios
A vida, o sopro devastador da paixão

Definitivamente
Os lábios trêmulos ao balbuciar, sem domínio
Sem perceber, instintivo, te amos
Um beijo em lágrimas, pode acabar o mundo
Os momentos em qualquer lugar, incomparáveis
Uma dor feliz de compartilhar o inútil a dois
O sono da contemplação

Hoje e até nosso sempre
Dono das minhas gargalhadas, regente de meu sorriso
Compasso de meus bobos sonhos, agora reais
O amor que chora ao ir embora, menino perdido
O estar perdido ao estar longe, vulnerável
A mão dada ao atravessar a vida, o cúmplice
A criança apontando para o céu, minha estrela
A saudade que brinca com minha felicidade