Há pouco, ouvi que nada passaria de um dezembro
Um evento ludibriado de planos dissolutos
De mais um Roberto, um Júnior, um Gustavo
Um julgamento medíocre de ser igual
O infame pesar dos que foram pele
O mesmo do todo que se repete
Paulatinamente
Do seu jeitinho, no seu tempo, mais e demais
O ritmo carinhoso do beijo que marca o medo
O abraço desacreditado em toques de fúria
Uma força de olhos úmidos, o tilintar de arrepios
A vida, o sopro devastador da paixão
Definitivamente
Os lábios trêmulos ao balbuciar, sem domínio
Sem perceber, instintivo, te amos
Um beijo em lágrimas, pode acabar o mundo
Os momentos em qualquer lugar, incomparáveis
Uma dor feliz de compartilhar o inútil a dois
O sono da contemplação
Hoje e até nosso sempre
Dono das minhas gargalhadas, regente de meu sorriso
Compasso de meus bobos sonhos, agora reais
O amor que chora ao ir embora, menino perdido
O estar perdido ao estar longe, vulnerável
A mão dada ao atravessar a vida, o cúmplice
A criança apontando para o céu, minha estrela
A saudade que brinca com minha felicidade
