segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
INFANTE
Nem tente me ver em escalas de preto
Já que os detalhes no amor não desbotam
E os ciclos de aventuras mágicas, infantes
Não se desenham em pontas, não ferem
Iludem-se da presença em eterno
Me dá as mãos, vem, olha em mim
Mas não me desculpa, ri apenas a admiração
De apenas fazer o inútil de passar o dia
De já estar presente derramado em saudades
Chega em timidez, inconstante, permite
Põe os braços, me toca os lábios no pescoço
Soluça tua dor desabotoando meu remorso
Barbas amantes em palavras secas de amor
A vontade, lágrimas e o beijo do nunca
Em terra agora desconhecida, alheia
Me leva no ritmo de tua raiva, me marca
Murmura uma chuva forte em silêncio
Acende-me a criança em êxtase do passado
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