terça-feira, 2 de abril de 2013

VISCERAL



Qualquer abismo em nuances deveras da tua voz
Trêmula estúpida inconsciente, em droga
A mão agressiva em paixão instintiva animal
Os sexos em orgasmos do toque cego em gritos
Meu corpo teu que responde em risos cachoeira
Cílios e olhinhos ao me doparem de puro amor
Meu sangue que age e compassa na tua respiração
Ofegante, instável, menino lindo inseguro

Sem teus magros pés, perdi as esquinas do caminho
Os dias todos sobrevivem sem ápices, atônitos
E nenhum modelo goza de minha virgem entrega
De quais olhos fechados enxergam teu desenho
Tua cor de aroma residente em minha pele arrepiada
Cada fino pelo, cada gosto quente da saliva
Reconheço calado teus movimentos, as espertas entonações
As mentiras em verdade e as verdades das mentiras

Em soluços, agora, rasguei a porra da moralidade
Relevei febril as infâmias e as feridas abertas
Cri apenas na melancolia excitada do que foi sublime
E nu te busquei na cama, iludido, ainda teu perfume
Fui, em feromônios, te encontrar, na varanda da noite
Vindo a mim, tua alma já estava perene em mim
Pois sabes e dominas meus mistérios e vontades
Fomos a certeza, sem cautela, da paixão incontrolável
Dos homens