sexta-feira, 31 de agosto de 2018

EPIFANIA



Tua falta é a abstinência ambígua mais presente, chama pontiaguda que espinha
É sensação eufórica da parcimônia, uma corrida psicoativa a lugar indefinido
A saciedade em olhares transitórios e o amor caleidoscópio, euforia de cores borradas
O silêncio arranhado em movimentos intensificados, em voo perfumado de quatro asas
Em uma trilha sonora episódica de lugares novos sinestésicos, símbolos disformes
A transcendência sempre par sem freios em uma ladeira íngreme, inconsequentes
Letargia

Os beijos de todos os lábios, o pseudofruto psicoativo da plenitude, minha coisa linda
Encarnados no momento perene estado de graça, os risos incompreensíveis furta-cores
Sensíveis prolongados em alucinações imateriais, o mundo de duas vidas inteiras
O impulso curto prazo eufórico dos efeitos alterados em bem-estar táteis, uma luz
Folículos de fumaça, espaços de recompensa intensificada dentro de um abraço
A fisiologia inconsequente e sem culpa da jovialidade, haja mais vezes para sempre
Metacognição

O pensamento iluminado, múltiplas maneiras em alteração profunda da realidade
Visões de rostos turvos testemunhando o desmanchar do limite dos contornos, música
A cintura e os dedos, compasso sobrenatural com movimentos intensificados, gravidade
Me beija, amor, ilegível intangivelmente, me conduz ao choro em risos por trás de mil versões
Dancemos desnudos descompromissados sobre os braços ao alto, tempo cosmo imensurável
Me revela em lampejos por inteireza, completude liberta no altar florido ao teu lado
Nirvana