domingo, 14 de dezembro de 2014

O PRINCIPADO


Um ingênuo que reclama abrigo, reino distinto
Que tudo o que tem a oferecer é a tentativa do recomeço
Mesmo acordando a cada dia inconstante do mais exagero da paixão
Invadindo pífia majestade impérios de tronos areia fina
Resguardado a meros títulos que em nada me enobrecem, são de ar

Enfim encontrei tua cor refletida na água e, sozinho, desafinei rouco a voz
Virtuoso, perdi meus olhos em território de tua desconhecida província
De pronto, assustei-me em trincheiras, como em guerra contra meu próprio reinado
Perdi, em segundos de não-razão, minha soberania, bobo incontrolável
Se fui fraqueza, coube ao meu controle se descontrolar em tua imagem

Diplomaticamente, dei-te um primeiro boa noite imaginando já todos os dias
Os dias de coroa mútua, monárquica e de riso solto eterno em toda corte
Sem tratados, tocamo-nos no fundo em profundidade natural, crianças
Entre sonetos e crônicas, temerosos, lançamos imperceptíveis rimas plebeias
Um beijo – como quem desaprendeu inevitável a agir, pungente e eterno
Case comigo, sem dizer nada, franco e cândido... eu já instituí meu sim

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