
Com a força mais sutil e truculenta, a leveza propícia dos teus olhos sinuosos
A hipnose astuta e magnética do teu riso ardiloso como em ciclone incisivo
De sabores úmidos desmedidos aturdidos estonteados, primeiros lábios permissivos
Inventamo-nos e consentimos, em segredo a dois, um coroamento não dito
Num enlaçamento não acautelado de instante parede imperecível flutuante
A hesitação nula de quem se deleitava num revolver de ondas de cores infinitude
Meninos de mãos dadas inconscientes, casados com o tempo futuro do presente
Na certeza agoniante da felicidade asfixiando palavras desadormecidas, o alento
A descoberta lascívia e ingênua dos corpos, o desenho retrato do encaixe, delinear
O dócil contorno, bordas nectáreas que se iluminam num deleite em convulsão benigna
Traduzem-se no cauto silêncio estrondoso declarado cor de peles, o líquido e o corpo
Embalam o ponto afetuoso do nosso suntuoso beijo bélico munido de escudo nuvens
Que borram as escalas retrógradas de amor perfeito na nossa una aquarela particular
Emudecem ouvidos cobiça rumores ímprobos que nunca hão de se unir ao sentir
Ao deleite altivo pretencioso da presença austera e imodesta dos nossos laços azuis
Reis, do outro lado, daquele que eriça, de branco balançando os pés sem tocar o chão
Vem, continua perene o sonho leve ininterrupto de parar o tempo na tua gargalhada
Leva minha formalidade, os limites, para passear no teu cuidado, teu abraço, tua paz
Como gente grande, perambula entorpecente nos meus cabelos, enlaça meus enfeites
Desnuda minha mente mapa mundi das asas mais aladas na tua companhia irrestrita
Aventuremo-nos na austeridade desmedida das relações harmoniosas nos conflitos
Segue em efeito terremoto sem rumo na arte da lealdade inconteste da tua meninice
Extrai o sumo do que de sorte é leve, sem se manter, resiste comigo à rotina das modas
Comigo, corrobora o contestável poder fluido da certeza sendo apenas o teu colo

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