terça-feira, 20 de janeiro de 2009

DIÁLOGO DO FIM 2



Voltei para nosso meio mundo

Me esperaste na entrada e eras sorrisos

Encheste meu ego das novas percepções

Quase que friamente passara eu por ti

Meu coração à taquicardia

Meu corpo a fogo, o consciente magoado

Era gozar e não saber por quê

Nada mais desviava da tua imagem

Só o passado, o passado, do passado

E o que significa o hoje?


Pára e me olha se és coragem

Volta e me toca, se és força

Pensa e lembra, se és tu

Chora e desabafa, se és arrependimento

Te decide e aceita, se és gente

Cerra os olhos e sente, se és esta frieza

Rasga este papel e me esquece, se não me queres

És coragem? Força? Tu? Arrependimento?

Gente? Frieza? Não me queres?

(...)


Teu olhar vomita minha falta

Sentimento do passado, do presente, o presente

Se não és mutualidade,

Por que foste amizade a me abraçar

E olhaste como desejo meu íntimo?

Como negar os teus elogios

Sentindo teu hálito viril a meu alcance

E fechar os olhos para não acreditar?

És insensibilidade.


Os papéis de bombom foram rasgados?

A noite das palavras apagaram?

As árvores, agora, desviam do meu corpo

Já estão (são) feridas

Minhas roupas a teus toques envaideceram-se

Meus sonhos não podem mais querer teus beijos

De um dia, de um dia, um dia!

E sinto que ainda, mesmo que cabisbaixos,

Brilham teus olhos e és desnorteio.

Admite! Me abraça como há pouco

Mostra-me que, na verdade, és paixão!

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