
Voltei para nosso meio mundo
Me esperaste na entrada e eras sorrisos
Encheste meu ego das novas percepções
Quase que friamente passara eu por ti
Meu coração à taquicardia
Meu corpo a fogo, o consciente magoado
Era gozar e não saber por quê
Nada mais desviava da tua imagem
Só o passado, o passado, do passado
E o que significa o hoje?
Pára e me olha se és coragem
Volta e me toca, se és força
Pensa e lembra, se és tu
Chora e desabafa, se és arrependimento
Te decide e aceita, se és gente
Cerra os olhos e sente, se és esta frieza
Rasga este papel e me esquece, se não me queres
És coragem? Força? Tu? Arrependimento?
Gente? Frieza? Não me queres?
(...)
Teu olhar vomita minha falta
Sentimento do passado, do presente, o presente
Se não és mutualidade,
Por que foste amizade a me abraçar
E olhaste como desejo meu íntimo?
Como negar os teus elogios
Sentindo teu hálito viril a meu alcance
E fechar os olhos para não acreditar?
És insensibilidade.
Os papéis de bombom foram rasgados?
A noite das palavras apagaram?
As árvores, agora, desviam do meu corpo
Já estão (são) feridas
Minhas roupas a teus toques envaideceram-se
Meus sonhos não podem mais querer teus beijos
De um dia, de um dia, um dia!
E sinto que ainda, mesmo que cabisbaixos,
Brilham teus olhos e és desnorteio.
Admite! Me abraça como há pouco
Mostra-me que, na verdade, és paixão!

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