Se te amar for um fardo
De um mil toneladas
Uma tosse de cachorro
Que não cessa com xarope
Se te amar for uma ferida à carne viva
De curativos longos e diários
Um retrato único perdido
Que não se recupera mais
Se te amar for tormenta
De idas e vindas e mantidas antigas
Uma raiva seca e hidrofóbica
Que morde com unhas de gato
Se te amar doer na consciência
De enxaqueca de você
Uma aspirina vencida não-efervecente
Que sem razão me hipnotiza a você
Se te amar apagar meus sonhos
De secura de anseios cegos e mudos
Um grama de ilícito gozo
Que some ao acordar sozinho
Se, Linda... agora jazes...

Nenhum comentário:
Postar um comentário