quarta-feira, 12 de maio de 2010

SORRISOS


Medo é sede que não sacia
Palavras flutuam no álcool da paixão
E na tontura do encostar aos poucos
Da inquietude do beijo que marcou
Do reencontro de fugitivos olhares
Nos permitimos em minutos eternos

Dançamos os lábios em transe
Em suspiros fortes, sentimos o outro
O hálito de vontade úmido do incendiar
Pelos e toques, turbilhão de ânsia verde
Mãos nos corpos, dedos involuntários

Ai, sorriso que teima em me lembrar
As cadeiras defronte que se uniram
O arrepio ao esfriar toda a linha do dorso
Logo, fingimos que não nos doamos
Mas no ínfimo tempo do mundo inútil fora dali
Fomos um misto de medo e sentidos à flor
Escaldado em sorrisos de uma boca única, viril

3 comentários:

  1. tuas poesias são como colirio para meus olhos,
    são como a felicidade de uma criança que ganha um doce que tanto queria,mas é mais que isso ,é como um amigo que reencontra o outro depois de anos...
    by :(his faithful disciple)

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  2. Tuas poesias são uma janela pra tua alma.
    Que está exalando uma paixão avassaladora como o teu olhar!

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  3. B...,fico muito feliz em ser a primeira pessoa após vc mesmo é claro a ler "teus" sorrisos
    linda como vc!

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