segunda-feira, 19 de julho de 2010

ALÉM DA PRESENÇA


Em cada lágrima de fios de algo que não sei
Perdido em um vazio sem saber os ondes de verdades
Você uniu meus tijolinhos, escalou com domínio
A Babel de meus mistérios que perturbam
Os degraus duplos de sorriso, infantis
Balançou meus pensamentos na rede de sorrir
Fascínio que me fez chorar, cheiro de chuva
Sentimento em ciclo que se faz de poeira
Uma primavera que me encolheu a fantasia
Em uma faísca de palavras, espelho de más lembranças

Rendo meu coração prisioneiro e peço as chaves em segredo
Mas mantenho as algemas de um braço apenas, ferido
Condenado as outras dores, fecho as portas de entrar
E sangro a esperança que amanhece e logo escurece
Respirando com força para me manter vivo, éter
Forjando olhares em lugar de jogar, a cada dia, no lixo
Sonhos labirintos que me privam da saída

Mas, vem, em melancolia, afastar o desapontar de cumplicidade
Aprendizado de cada verso, estrofe real, de cada grito infindo
Uma voz de imensidão, eco sem segredos que te busca
Mas tire a mão de minha boca, permita-me devanear
Domina meus erros e não julga em minh´alma os erros , constrói
Me presenteie com as ervas daninhas de teu ciúme, mortas
Aduba cada jardim verde de mim, plante o que melhor de mim é seu
Semente que não vinga sem esse amor, orgulhoso
Menino travesso, estarei perdido em teu encontro
Enquanto teus olhos não me encararem
Em verdade

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