quarta-feira, 14 de julho de 2010

ETÍLICO


Ceifar minha vida, tão difícil
Sobreviver junto a tua beleza inconstante
Isso sim é penar pelas volúpias
Das esmolas irrisórias do momento
Escorregando ao abraço com lástima
Desprezo ao iludir meus horizontes

Pelos excitados em poros de nicotina
Hálito etílico barato, palavras aflitas
A boca que escorre vida, adrenalina
Me pego com teus cabelos em mãos, incontroláveis
Úmidos, sem forma, cobrindo os perfeitos olhos
Acordo. Então continuo só, ilusão

Contemplar a insaciável droga que me engana
O delírio que amolece e te traz
Ramificado de delícias azedas e amargas
Como fugir da sua rude indiferença, altivez?
Se ao toque, mesmo sem motivos, ascende-me esperanças
E fumo cada resto de teu infinito sorriso
Me dopo da simpatia cafuné, olhos fechados
Me engano ciente dessa eterna ressaca

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