Quando os dias ainda não forem suficientes para destruir os tapumes ainda de pé
Uma vez que pelo alicerce de sustentação correm veias de sublimação do belo, ego
Super, interino, espelho flutuante dos traquejos otimistas mais genuínos em sorrisos
Cheiro de mar, do fumo alucinógeno de mãos para o alto, o clarão, a doce fumaça
O hálito das melhores fragrâncias, o eterno novo em roda viva e, então, os beijos
O ritmo, o nu tempestade permissivo em desenho de seda, os caminhos e as curvas
Aquela permissividade que metamorfoseia todas as coisas desbotadas em novas cores
Cada paleta, cada aquarela, em chapa quente na pele, os pés que não aparam o chão
Livres, o pedestal do conhecimento de si pra o adverso do que não orna, não paramenta
O tronco colosso que transfere as altas vibrações de explosões em chamas ao inconsciente
E a fluidez dos abraços, o auge da nunca saciedade em movimentos involuntários, ereto
Até que o que já é memória inesquecível põe o corpo em demência arbitrária, compassada
Os toques todos, as danças das fendas, a umidade melindrosa carregada da mas calma calidez
Diluindo o peso de todas as ruínas em um alívio dos ombros condescendentes, a nuca arrepio
E percebe-se o vivaz irrequieto das sensações; sintam-se os espasmos da comunhão furta-cor
As luzes e o som aos poucos silenciam-se através de músicas brandas, e não se está mais
Os olhos se abrem em pupilas dilatadas ressequidas chutando os muros da ilusão de sentir
O susto de que existe o ao redor, quando pessoas adornam em adereço, mas não habitam
Porém os corpos ainda em coreografia como uma balança descalibrada, não há mais ninguém
A paixão rodopia em tontura erógena, uma valsa intuitiva, visto que cedo se deslumbra o desnudo
A euforia pujante do tempo que não se percebe, enquanto, ao longe, se sente árduo o sol nascer
Isso posto, as mãos cálidas descem das linhas e se dão medrosas, esperançosas em hesitação
Enfim, o dúbio perplexo ao se perceber o apesar inesgotável feliz de lançar-se em outro, droga


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