segunda-feira, 24 de agosto de 2026

FORTUITO


A unidade inevitável coletiva da solitude, sensação fugaz do cada novo alcançável 

Anos de encontros com todas autoversões, rumores de um homem fios brancos 

Com energia luz do sol, violeta, e a felicidade latente da oferta viver, gigante pueril 

Ígneo, a supresa constante do acaso resiliente da maturidade ainda adolescente

O corpo e o tempo, as deleitáveis cicatrizes e a decisão de sentir riso todas as coisas  

Super-herói, imortal, encantado com  boas almas quase que naturalmente filantrópicas

A alma condensada em revoluções, batalhas leves, tributos ao enlevo vário

Enquanto a mente fervilha multidões de percepções imagéticas de experiências 

Todo mundo está mudando, eu também me encontro lá em todos os lugares 


Conciso e acidental, um evento sempre propício ao que nomeemos esse tal amor 

Disposto como quem vai deixar de existir, disponível como quem não morre outra vez 

Amancebado com o prazer simples de auges magnitudes até a pele sorrir instantâneo 

Entusiasta do concubino ato de eleger-se sem impedimentos, buscando o arrepio 

Corpo aberto, um bando de búfalos em manada sedenta levantando poeira azul 

O desejo, afeito à liberdade selvagem da experienciação frenética como em fim 

O olhar solitário, propenso ao auge em um filme cabeça inclinada na janela do trem

Todo mundo está mudando e, nessa corrida opioide, já estou com a cabeça na chegada 


Sem personas, certo do extremo eternizado como grude que não sai com água fria 

A dor que se reverbera em fascínio e memórias, rimas brancas fluidas de sal 

Estados de encantamento, arroubo de gargalhadas deleitosas de tronco para trás 

Senhor da verdade e justiça que reluta, interno, em se equilibrar no fácil fugaz 

Entre tantos outros, sorte de cada um escolhido pelas vontades mais intensas 

Na minha entrega emanando o acaso aconchegado na segurança do sem fim 

Ainda bem, que o mundo vive comigo em beijos molhados em danças de cinturas

Todo mundo está mudando, minha paixão pelo profundo euforia emana versos 


E na esperança de amar, a entrega do cuidado, os músculos distraídos em chamas 

O desejo da saudade com hálito doce antes de qualquer melancolia dura de amanhã 

Prazer, o conforto e o privilégio de sentir como em dias ensolarados por dois 

O deleite de alguém que me estremeça, que tremule em infinitos voos, sei lá mais 

Já que meus poderes, naturais, emergem a cada segundo “como seria diferente?”

É calcular os destinos sem causas e efeitos, pois sendo um ou dois, nunca é matemática 

É estar rendido consentido, sem palavras, em sinestesia como receber flores rubras 

Enfim, a realidade que eu desejo é uma encantadora ilusão que dura a eternidade