A unidade inevitável coletiva da solitude, sensação fugaz do cada novo alcançável
Anos de encontros com todas autoversões, rumores de um homem fios brancos
Com energia luz do sol, violeta, e a felicidade latente da oferta viver, gigante pueril
Ígneo, a supresa constante do acaso resiliente da maturidade ainda adolescente
O corpo e o tempo, as deleitáveis cicatrizes e a decisão de sentir riso todas as coisas
Super-herói, imortal, encantado com boas almas quase que naturalmente filantrópicas
A alma condensada em revoluções, batalhas leves, tributos ao enlevo vário
Enquanto a mente fervilha multidões de percepções imagéticas de experiências
Todo mundo está mudando, eu também me encontro lá em todos os lugares
Conciso e acidental, um evento sempre propício ao que nomeemos esse tal amor
Disposto como quem vai deixar de existir, disponível como quem não morre outra vez
Amancebado com o prazer simples de auges magnitudes até a pele sorrir instantâneo
Entusiasta do concubino ato de eleger-se sem impedimentos, buscando o arrepio
Corpo aberto, um bando de búfalos em manada sedenta levantando poeira azul
O desejo, afeito à liberdade selvagem da experienciação frenética como em fim
O olhar solitário, propenso ao auge em um filme cabeça inclinada na janela do trem
Todo mundo está mudando e, nessa corrida opioide, já estou com a cabeça na chegada
Sem personas, certo do extremo eternizado como grude que não sai com água fria
A dor que se reverbera em fascínio e memórias, rimas brancas fluidas de sal
Estados de encantamento, arroubo de gargalhadas deleitosas de tronco para trás
Senhor da verdade e justiça que reluta, interno, em se equilibrar no fácil fugaz
Entre tantos outros, sorte de cada um escolhido pelas vontades mais intensas
Na minha entrega emanando o acaso aconchegado na segurança do sem fim
Ainda bem, que o mundo vive comigo em beijos molhados em danças de cinturas
Todo mundo está mudando, minha paixão pelo profundo euforia emana versos
E na esperança de amar, a entrega do cuidado, os músculos distraídos em chamas
O desejo da saudade com hálito doce antes de qualquer melancolia dura de amanhã
Prazer, o conforto e o privilégio de sentir como em dias ensolarados por dois
O deleite de alguém que me estremeça, que tremule em infinitos voos, sei lá mais
Já que meus poderes, naturais, emergem a cada segundo “como seria diferente?”
É calcular os destinos sem causas e efeitos, pois sendo um ou dois, nunca é matemática
É estar rendido consentido, sem palavras, em sinestesia como receber flores rubras
Enfim, a realidade que eu desejo é uma encantadora ilusão que dura a eternidade


Nenhum comentário:
Postar um comentário