
Como uma chuva de gotas de força bruta
Um desejo em sinestesia, em rajadas, nervoso
Em meus olhos de paixão foste fresco colírio
Os pés sem compasso à busca, instáveis
A forte respiração que fitava tua boca linear
Úmida, única, tentando com cheiro de momento
Assim como um carvão em chama lábil, vermelha
Tuas palavras, teus sonhos possíveis, fututo cônjuge
Sentimento súbito de delito, passional consciente
Ânsia edionda, criminosa, de sentir tua mão delicada
Teu charme me destruiu , torceu-me em estático, trêmulo
Meus músculos responderam em nervos eufóricos
Já não respirava em controle, rimas despretenciosas
Arma auspiciosa capaz de inanição, em nuvens
Nosso nu, o reconhecimento e o tato metafísico
Os beiços molhados, involuntários, desejosos de unidade
As linhas, as curvas, a métrica delicada, infindas
A arte do meu plano ideal, a sede que não se continha
O apego que já nasceu desapego, a certeza em silêncio
Deleitei-me em nosso feitiço sem truques, límpido
Assediamo-nos na pujança dos corpos, produto de amor

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