Um encontro, os olhares de desvio, o sorriso
Os olhos pretos de perigo e o canto feliz da boca
O sinuoso limite entre o mar e tua cor de sabores
E minha boca mirava cada traço, desenho perfeito
E minhas mãos, ao vento, em tato, sentiram
O inesperado reencontro do nosso laço aberto
Com um toque daquele riso que me beijou em silêncio
Quis a maresia nos teus cabelos, o contorno dos lábios
E, propositalmente, o sol iluminou somente teu rosto
E a areia, quente, trilhava simples um só um caminho
Já não havia alguém e ninguém era mais lindo
A inocência cabisbaixa, em ondas, te permitiu vir a mim
A ânsia em pertencer em momento ao desconhecido
O corpo tremendo em palavras nervosas e ansiosas
E te senti como a água que me combria em banho
Como se cada gota fosse cada toque, cada abraço...
Vem, em fúria, e me redescobre em arrepios do novo


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