Resiliente, ego e agradecimentos de bem, dançando encharcado de sereno
Que seja calmaria, toques em chuvisco, a dúvida morna imoral sem mudar
A não culpa leve escorrendo água pacata na certeza massa do incompatível
As deveras incertezas em segundo plano enquanto os líquidos esborram nus
Esquecidos são os pensamentos feridos repetidos nesse jogo varão embriagante
Capitoso, capcioso então alerta, chega e sua de corpo todo, devagar e volumoso
Paulatino rosto em rosto, rasgando dois corpos em um chamego lento harmonioso
Pilhério, galhofa das tempestades em copos de tantos comprimentos sem tamanho
Como solvente universal, seja burlesco zombeteiro dos males ansiosos
Galante, garboso, de natureza pluvial horizontal avaçalador de todos caminhos
Que permaneça gradativo encandecente, desnorteador de desfechos dogmáticos
O tempo gracioso de qualquer complacência indulgente em anuência
A festividade orgástica do sim condescendente onde não há nãos
Brincante folião diário, aguaceira de mangueira ao sol, limão, açúcar e Pitu
Chuva de prata, brilhante pancada d’água, o de sempre tão inovador quanto viver
Ludibrioso consentido, de orixá, de cabeça, espiritualidades axé e alfazemas
Jamais inodoro, nunca insípido, destituído de quaisquer vastos sabores sortidos
Compasso e percussão, batuque ancestral na mútua, dupla, concepção do desejo
Inacabável, perpétuo, tal imenso maravilhamento consiga, ébrio, anuir
Que seja transpiração, sarro vertical de dois polos, madrugadas com turnos sem relógio
Estupefação, pingos grossos na areia, ferro e fogo, movimento de tambor estridente
Tromba d’água, fúria risonha narcótica, a infalível certeza da imatura jovialidade
Deita-me em um giro desnorteante olho a olho sem piscar, rindo de tanto chorar
Caçoador, escarnece o que moribunda com a arma do entusiasmo de possibilidades
Cai em toró. Aleatório, instaura um dilúvio revoada em um pulsar gradativo imenso
Delírios, formando arco-íris distópicos enlaçados de integrais autopermissividades
Que conceda, de mãos livres, o pacto da experiência coletiva, do cíclico, aliança
Desassossego de todas as rotinas, que me inquieta; sobressalta meu corpo e almas
Fluvial, amante, perene, foz de rio de todas as aventuras e de todos os romances
Seja cobiça alegre, inveja com a nossa, a presença inesgotável de luzes neon
Desemboca-me no mar, constante, ávido pela abundância, o apetite e a sede


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