quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

MEDIEVAL


Macio, preto marcado em morfologia-sol risonha e a cor de um divino colorido 

A contrastante metonímia exata do lugar, a maresia do hálito doce e grosso

Doutor da beleza só beleza, os tortos passos de  lindamente descabidos  

A sinergia de segundos em dois olhares de um fatídico propício ao bom caos  

O gin de uma paulatina embriaguez legível aos sábios dos momentos inesquecíveis 

O outro infantil desconsertado absorto do corpo que lhe abraçava de longe 

E naquele festival de fantasias nossas, um moleque de beijos antigos quebrantes 

Então a ratificação sutil do escrutínio doce e natural do nosso trato não acertado


Céu escuro ventando no rosto de mãos ansiosas dadas até o destino estrangeiro 

Distância da desordem, o silêncio da música regular com as batidas, coração 

Rosto a rosto. Fumaça como uma névoa entorpecente, vontade de sorrir, chorar

Dentes frestas arregalados de quaisquer todas libidos, rangendo verdes fugas 

O ato perturbado olhos atônitos vibrantes incrédulos sem cessar frenesi erva 

Coito flutuante em um espaço sem paredes, brancas, dunas em movimentos quadril 

O baile de par, o instante do encaixe deleite e a pausa que escancarou as retinas 

A pausa ofegante para acreditar, conexão lunar, silêncio e gemidos, ilusionismo 


O beijo violento em taquicardia a engolir o corpo, as mãos que insanas se apertavam 

Palpitação, erupção perante lavas fluidas não temerosas, ousada e marcante 

O não som, a respiração grave, apetite de deixar sem voz os olhos que já não veem 

Nus, pernas cruzadas, fumaça e desafio acintoso, paulistinha ou carioquinha

Crus, aroma de peles sem fragrância, faro de irracionais sãos em brisa sinapses 

Completamente entregues às ilações não proferidas mas sentidas, projetadas 

Nego, distância não é um remédio, é uma dor, como paixão sem presença em deserto 

Nomeaste minha beleza forte medieval, traços de um cavalheiro da época média

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