Macio, preto marcado em morfologia-sol risonha e a cor de um divino colorido
A contrastante metonímia exata do lugar, a maresia do hálito doce e grosso
Doutor da beleza só beleza, os tortos passos de lindamente descabidos
A sinergia de segundos em dois olhares de um fatídico propício ao bom caos
O gin de uma paulatina embriaguez legível aos sábios dos momentos inesquecíveis
O outro infantil desconsertado absorto do corpo que lhe abraçava de longe
E naquele festival de fantasias nossas, um moleque de beijos antigos quebrantes
Então a ratificação sutil do escrutínio doce e natural do nosso trato não acertado
Céu escuro ventando no rosto de mãos ansiosas dadas até o destino estrangeiro
Distância da desordem, o silêncio da música regular com as batidas, coração
Rosto a rosto. Fumaça como uma névoa entorpecente, vontade de sorrir, chorar
Dentes frestas arregalados de quaisquer todas libidos, rangendo verdes fugas
O ato perturbado olhos atônitos vibrantes incrédulos sem cessar frenesi erva
Coito flutuante em um espaço sem paredes, brancas, dunas em movimentos quadril
O baile de par, o instante do encaixe deleite e a pausa que escancarou as retinas
A pausa ofegante para acreditar, conexão lunar, silêncio e gemidos, ilusionismo
O beijo violento em taquicardia a engolir o corpo, as mãos que insanas se apertavam
Palpitação, erupção perante lavas fluidas não temerosas, ousada e marcante
O não som, a respiração grave, apetite de deixar sem voz os olhos que já não veem
Nus, pernas cruzadas, fumaça e desafio acintoso, paulistinha ou carioquinha
Crus, aroma de peles sem fragrância, faro de irracionais sãos em brisa sinapses
Completamente entregues às ilações não proferidas mas sentidas, projetadas
Nego, distância não é um remédio, é uma dor, como paixão sem presença em deserto
Nomeaste minha beleza forte medieval, traços de um cavalheiro da época média































